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Sexta-feira, 29 de Dezembro de 2006

A montanha da vida

A vida pode ser comparada à 
conquista de uma montanha. Como a vida, ela possui altos e baixos. Para ser 
conquistada, deve merecer detalhada observação, a fim de que a chegada ao topo 
se dê com sucesso. Todo alpinista sabe que deve ter equipamento apropriado. 
Quanto mais alta a montanha, maiores os cuidados e mais detalhados os 
preparativos.
No momento da escalada, o início 
parece ser fácil. Quanto mais subimos, mais árduo vai se tornando o caminho. 
Chegando a uma primeira etapa, necessitamos de toda a força para prosseguir. O 
importante é perseguir o ideal: chegar ao topo. 
À medida que subimos, o panorama 
que se descortina é maravilhoso. As paisagens se desdobram à vista, 
mostrando-nos o verde intenso das árvores, as rochas pontiagudas desafiando o 
céu. Lá embaixo, as casas dos homens tão pequenas... É dali, do alto, que 
percebemos que os nossos problemas, aqueles que já foram superados são do 
tamanho daquelas casinhas. Pode acontecer que um pequeno descuido nos faça 
perder o equilíbrio e rolamos montanha abaixo. Batemos com violência em algum 
arbusto e podemos ficar presos na frincha de uma pedra. 
É aí que precisamos de um amigo 
para nos auxiliar. Podemos estar machucados, feridos a ponto de não conseguir, 
por nós mesmos, sair do lugar. O amigo vem e nos cura os ferimentos. Estende-nos 
as mãos, puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada. Os pés e as mãos vão se 
firmando, a corda nos prende ao amigo que nos puxa para a subida.
Na longa jornada, os espaços acima 
vão sendo conquistados dia a dia. Por vezes, o ar parece tão rarefeito que 
sentimos dificuldade para respirar. O que nos salva é o equipamento certo para 
este momento. Depois vêm as tempestades de neve, os ventos gélidos que são os 
problemas e as dificuldades que ainda não superamos. 
Se escorregarmos numa ladeira de 
incertezas, podemos usar as nossas habilidades para parar e voltar de novo. Se 
cairmos num buraco de falsidade de alguém que estava coberto de neve, sabemos a 
técnica para nos levantar sem torcer o pé e sem machucar quem esteja por perto.
Para a escalada da montanha da 
vida, é preciso aprender a subir e descer, cair e levantar, mas voltar sempre 
com a mesma coragem. Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova 
caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha. Para os 
alpinistas, os mais altos picos são os que mais os atraem. Eles desejam alcançar 
o topo e se esmeram. Preparam-se durante meses. Selecionam equipe, material e 
depois se dispõem para a grande conquista. Todos nós temos um desejo, um sonho, 
um objetivo, um verdadeiro Everest. E este Everest não tem 8.848 metros de 
altitude, nem está entre a China e o Nepal, este Everest está dentro de 
nós.


“É preciso ir em busca deste 
Everest, de nossa mais profunda 
realização.'
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Cláudia às 21:09
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